Freguesia desde 1501 - Território: 2.494 ha - População: 17.653 habitantes (censos 2011)

brasao-moitaBrasão

Escudo de prata, com um sobreiro de verde, frutado de ouro, troncado e arrancado de negro, realçado de prata. Em chefe uma cruz de Santiago, de púrpura, acompanhado de dois cachos cachos de uvas de púrpura folhados de verde. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com os dizeres: " VILA DA MOITA " de negro.

 

História
Sobre as origens da vila da Moita nada de concreto se conhece, apenas podemos admitir que, nos primórdios da nacionalidade, seria uma zona de sapais, matos, charnecas e pinhais, tal como acontecia com toda esta orla do Tejo, a qual estava sob a tutela da Ordem Militar de Santiago. Nos finais do século XIII e para melhor facilitar a administração do território da margem sul, os freires da Ordem criaram o concelho de Ribatejo que compreendia a região entre o rio Coina e a Ribeira das Enguias. Neste período, Alhos Vedros surge-nos como povoação mais importante, não se encontrando ainda qualquer referência à Moita. O documento mais antigo, relativo a este lugar, data de 1382 e está inserido na Chancelaria de D. Fernando, facto que nos leva a crer que esta povoação se teria criado, na segunda metade do século XIV.fragata
fragataA vila da Moita terá tido origem num pequeno aglomerado de lenhadores, pescadores e salineiros que, em meados do século XIV, se fixou junto a um dos esteiros da margem esquerda do Tejo para procederem à exploração do sal e dos recursos florestais (carvão, lenhas e matos), adotando para o local a designação de "Mouta".
Em 1453, já possuía uma pequena ermida sob a invocação de S. Sebastião e, em 1501, foi elevada a freguesia, permanecendo ainda integrado no termo da Vila de Alhos Vedros, pois o concelho de Ribatejo já havia sido extinto. Foi, porém, sob o domínio Filipino que o lugar da Moita atingiu o seu maior desenvolvimento, o trânsito de passageiros e mercadorias, oriundos do sul do país e de Castela, intensificou-se, transformando a Moita numa importante ponte de passagem com ligação à cidade de Lisboa. Foi neste ambiente que nasceu o culto da Nossa Senhora da Boa Viagem, sempre associado aos perigos, quer dos longos caminhos a percorrer, quer à travessia do Tejo.
A existência de uma intensa atividade fluvial permitiu que a Moita conhecesse um rápido crescimento económico que culminou, em 1691, com a elevação a vila (por D. Pedro II que a doou a D. Francisco de Távora, conde de Alvor e vice-rei da Índia) e à criação do concelho.
As atividades foram-se diversificando e a agricultura, particularmente, a videira, passou a ocupar um lugar importante no espaço económico de então, a deduzir pelos documentos da época. Este sistema económico tradicional, com base nos transportes fluviais, na cultura da vinha, na exploração salineira e na extração dos produtos florestais, entrou em fase de declínio, a partir da segunda metade do século XIX.
O concelho foi extinto em 1855 e restaurado em 1860 e de novo extinto em 1895 para ser definitivamente restaurado em 1898. A sua área abrange a antiga vila de Alhos Vedros desde 1861 e os atuais limites territoriais foram fixados em 1927.
No início do século XX, o concelho da Moita tinha ainda um cariz marcadamente rural e marítimo. O seu crescimento urbano e económico só se iniciou a partir dos anos 60, quando perdeu definitivamente a referência ribeirinha e adotou um modelo de desenvolvimento baseado na indústria. Actualmente apresenta-se com um crescimento urbano moderado e com um caráter dormitório, já que a maior parte da população residente, trabalha em locais exteriores ao concelho, realizando-se diariamente movimentos pendulares para Lisboa, Barreiro, e Setúbal, entre outros
Património:

  • Igreja Matriz da Moita
  • Socorquex
  • Urbanismo

Atividades económicas: Comércio e serviços, indústria de confecções, metalo-mecânica e construção civil.

Festas e Romarias: Festa anual (4.º domingo de maio), Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem e Touradas

Gastronomia: Caldeirada à fragateiro -- Artesanato: Miniaturas de barcos e bonecos em barro

Orago: Nossa Senhora da Boa Viagem